Tuesday, December 12, 2006

Código Da Vinci - Dan Brown.

Faz muito tempo que ouço falar deste livro. Sou meio ressabiada com títulos muito badalados e, realmente, não me impressionou, em princípio. Tanto é que não tive nenhuma intenção de comprar o livro. Para não dizer que eu nem cheguei a dar uma folheada no texto, acabei baixando o livro, em PDF. Não sei quem foi o infeliz que resolveu que o fundo do texto seria em vermelho e o próprio ... em branco. Bom, pode ser que tenha outras versões pra baixar mas, só por aí, me desanimei mesmo. Mas quando um livro tem que chegar em suas mãos, acaba chegando de um jeito ou de outro. Chegou em nosso setor, aonde trabalho, uma brasileira de São Paulo e, como faço amizades com facilidade pois, sou bem comunicativa, e, como estava lendo Há dois mil anos atrás - escrito pelas mãos de Chico Xavier, obra psicografada de Emmanuel, começamos a nos falar com o livro como assunto principal. Conversa vai, conversa vem, acabamos falando dos livros que cada uma de nós tínhamos para empréstimo. E, aí, surpresa, ela tinha o Código da Vinci. Confesso que não me animei muito quando ela me informou o título. Mas ... livro é livro. Texto em PDF é uma coisa. Pode ajudar muito mas ... o livro impresso nunca terá substituto à altura. Nos meus intervalos em minha looongaaaa jornada de doze horas, detesto ficar sem nenhuma atividade. Sou avessa a ficar olhando para as paredes, ficar mirando as pessoas ao meu redor (porque, num país aonde se fala uma língua que é de doer - perdoem-me os nipônicos, afinal eu própria sou filha de japonesa - ficar sem falar nada é melhor do que tentar tabular qualquer tipo de conversação com os japas - eles se contêm mas sei que, por dentro, morrem de rir do meu parco japonês), e, portanto, se não estou com um ou outro colega de trabalho que fale o português, fico estressada porque preciso fazer algo para passar o tempo. Ultimamente, estava intercalando livros e games no meu celular. Mas, como leio muito rápido, o que me sobra, principalmente no turno noturno, são os games. Pois é. Este livro me chegou em boa hora. Nem eu entendo a minha resistência inicial ao livro. Interessantíssimo. Investigativo, histórico e, principalmente, desmistifica a igreja Católica. Estou nas primeiras cem páginas. Portanto, não posso dar minha avaliação final. Mas, o que eu tenho lido até o momento, é muito bom. Quando eu terminar a leitura, volto a falar do livro.

Meu blog tá maluco!

Não estou conseguindo fazer com que o meu perfil apareça ao lado do texto, como era. Tentei republicar o blog em um novo modelo, tentei mudar a configuração e ... nada! Mandei um recadinho básico para os bam bam bam disso aqui e ... por enquanto, vamos postando assim mesmo né? Fazer o que?

Friday, November 24, 2006

Biscoitos da sorte.

Ah, e no mesmo link do blog do UOL, um link que direciona para a página aonde vc pode ler a sorte nos biscoitos virtuais: http://www.terra.com.br/planetanaweb/produtos/biscoito_da_sorte/index.htm Boa sorte!

Blog de culinária.

Cliquei numa matéria sobre culinária, que estava na página principal do UOL, que me direcionou ao blog abaixo: http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/index.html Amei o conteúdo, o jeitão gostoso de escrever do Marcelo Katsuki e as ilustrações. Muito bom mesmo. Eu que sou apaixonada por esse assunto, achei tudo ma-ra-vi-lho-so. E, para culminar, veja que foto fantástica colada de lá: Pra quem não decifrou: acerolas.

Saturday, November 18, 2006

Quero ser colunista.

Esta semana criei uma comunidade no site orkut, com o título acima. Faz seis anos que estou ralando aqui no Japão, longe dos amigos, da família e de tudo o que mais amo, em meu país, porque preciso sobreviver. Aí me lembrei de uma entrevista que o José Simão, colunista da Folha de São Paulo, deu há muito tempo atrás. Confesso que, desde então, sempre sonhei em ter a vida que esse cara leva. Muito demais! Me imaginei acordando às nove horas, me espreguiçando inteira, pegando os jornais do dia e tomando um suntuoso café da manhã, de roupão ainda, com a tevê ligada para acompanhar os últimos acontecimentos, o PC conectado (porque eu faço tudo de uma vez só, acreditem!) e ... ficar esperando a inspiração chegar. Pelo menos pra mim, chegou a inspiração, o resto sai em cinco minutinhos. Aí, pronto o texto, mando para a redação, via e-mail. Pelo menos era assim com o José Simão. Final do mês, R$ 50 mil na minha conta. Ai ai! Você não ia querer uma vida assim? Até eu!

Monday, November 13, 2006

Google Buscas.

Hoje eu testei o Google para buscar Missphoenix. Não é que o Google dá de 10 a zero na UOL buscas? Tá lá o meu blog, meu fotolog da UOL que nem me lembrava mais, enfim, tá explicado o sucesso desta empresa virtual.

Wednesday, November 08, 2006

Entrevista com a atriz Ana Paula Arósio - revista Estilo de Vida.

Virei fã dessa atriz. Sempre me surpreendo com as pessoas. Tão linda, tão sábia! SEM LIMITES Instigante, surpreendente, única. Ana Paula Arósio entra na sua fase mais amadurecida sem perder o ímpeto – nem a ternura. Thales Guaracy A casa de Ana Paula Arósio em Vargem Grande, no Rio de Janeiro, não muito longe do Projac, onde ela grava a novela Páginas da Vida, mostra um pouco como funciona sua compulsão por fazer sempre mais. Quando comprou o imóvel, com um jardim de cerca de 600 metros quadrados, a atriz mandou arrancar tudo o que era verde. Plantou tudo de novo, sem a ajuda de um arquiteto ou paisagista. "Outro dia chegou em casa a minha depiladora e eu estava de enxada na mão", diz, divertida. Dedica-se especialmente às orquídeas. "Descobri que tenho mão para elas", explica. "Outras plantas, sem querer, eu mato. Boto água demais ou de menos, adubo mal." Depois de repovoar o jardim, inventou um laguinho. "Queria ter umas carpas", conta. Trouxe do seu sítio no interior de São Paulo esterco de carneiro, contribuição pessoal para a inovação da piscicultura. "As carpas comeram aquilo e não foi nada bom", diz, meneando a cabeça. Os peixes entraram em colapso como numa peste bíblica - ela conseguiu salvar cinco, pescando-os com a rede da piscina e colocando-os num balde. "Chamei um veterinário e agora já sei como cuidar delas", diz. "HOJE SEI MAIS O QUE gosto E O QUE não gosto. POR ISSO VOU EMBORA LOGO QUANDO VEJO QUE ALGO NÃO dará certo. ANTES EU NEM VIA." Vinda da mesma fonte que a fez abrir caminho na carreira artística, sua vontade de fazer tudo por conta própria às vezes triplica o trabalho - ela mesma admite. Ana Paula não é voluntariosa só na maneira como administra o jardim. Por exemplo, teve o impulso de carregar a mala da assistente de produção das fotos que ilustram esta revista (um cavalheiro intercedeu a tempo). Abraçou um abajur com as pernas com a intenção de facilitar o trabalho da fotógrafa, que queria seu rosto mais perto da luz. ("Não se assustem", avisou.) Ela prefere o método da tentativa e erro a ficar parada, não foge do trabalho e não se preocupa com as convenções, mas amadureceu o bastante para pensar duas vezes - ou pensar melhor - em algumas ocasiões. Sobretudo no que diz respeito aos relacionamentos. "Hoje sei mais o que gosto e o que não gosto", diz. "Por isso vou embora logo quando vejo que algo não dará certo. Antes nem via." Nos últimos tempos Ana Paula freqüentou várias vezes o noticiário trocando de namorado. Aos 31 anos, porém, parece amadurecer também nessa área e vai derrubando alguns bloqueios. Recentemente, pela primeira vez deu declarações a respeito de Luiz Tjurs, o noivo que em 1996 se suicidou na sua frente com um tiro na cabeça ("Eu lambia o chão por ele", declarou à jornalista Monica Bérgamo, colunista do jornal Folha de S.Paulo). "Isso vai me afetar pelo resto da vida, como tudo o que vivi, para o bem e para o mal", diz ela. "Mas acho que o tempo fez com que eu pudesse olhar para o que aconteceu com mais maturidade e objetividade. Por enfrentar e mais bem entender o meu papel na história, deixei de ser tão passional ou emocional em relação a isso. Deixei também de me defender de relacionamentos, como fazia." Digo por experiência própria que artistas são mutáveis e têm mais dificuldade para se conhecer, o que também dificulta escolher a pessoa certa. Pergunto se o ideal não seria, agora que Ana Paula sabe mais a respeito de si mesma, encontrar alguém mais parecido com ela. "Escolher a pessoa o mais parecida possível é o que dá menos problema? Acho isso tão difícil..." Rebato que também achava que não existia ninguém parecido comigo. Até encontrar alguém idêntico. A minha mulher. Quando Ana Paula ouve isso, inclina-se para a frente. Seus olhos transbordam, como se fossem derramar aquele azul sobre a mesa. Atores que contracenaram com ela, como Reynaldo Gianecchini, já se referiram à sua intensidade em cena comparandoa a vulcões e outros fenômenos naturais. Sinto na pele o que eles querem dizer - realmente, para muita gente pode ser difícil sustentar aquele olhar. De repente, porém, ela o quebra com uma gargalhada. - Ô, bonitinho! - exclama. - Todo apaixonado! - Você não acredita em mim? - Eu acho lindo! - Eu perguntei se você acredita. - Eu acredito... no amor. Digo-lhe que se trata mais do que amor, mas de um amor que dá certo. Ela às vezes se faz de ingênua, momento em que aproveita para fazer perguntas. - Qual a diferença? "TODO MUNDO PRECISA DE POUCO PARA SER feliz. AS PESSOAS QUE ACHAM PRECISAR DE muito NA VERDADE NÃO SABEM DO QUE PRECISAM." - A rotina, ou a vida, muitas vezes estraga o amor. Por isso as pessoas também precisam ter identidade. Como ela parece muito satisfeita com a resposta, levo a conversa para os sinais do seu amadurecimento no cotidiano. "Antes todas as plantas que me eram muito queridas estavam em vasos, no meu apartamento em São Paulo, no do Rio e até no sítio", diz ela. "Quando fui para a minha casa atual, comecei a fincá-las na terra. A Graça [sua empresária, Graça Nascimento] diz que talvez eu esteja querendo criar raízes." Pelo tom, Ana Paula sugere que concorda com isso. No sítio, onde mantém 12 cavalos, dos quais cuida com o carinho de mãe, há uma casa onde possuía um colchão no chão e algumas fotografias de animais nas paredes. Porém, fez na propriedade um chalé do tamanho de um apartamento, pré-fabricado, com uma pequena cozinha, banheiro, sala e um quarto em cima. É o seu pequeno recanto. "Todo mundo precisa de pouco para ser feliz", diz ela. "As pessoas que acham precisar de muito na verdade não sabem do que precisam." Para Ana Paula, o sítio ainda é o lugar com o qual mais se identifica. "O sítio sou eu." Mas sua visão a respeito tem mudado, como ela. "Eu tinha o sonho de criar 100 cavalos", conta. "Hoje quero ter um número menor, porque sei tudo sobre eles. Meus cavalos nasceram em casa, eu os conheço, os chamo e eles vêm. Estou diminuindo o que está em volta." Alegre, atenta e bem-humorada, ela procura ser carinhosa com as pessoas que conseguiram atravessar a barreira criada ao seu redor. Com elas usa e abusa de seu adjetivo preferido: "Gotoso!", sempre com uma exclamação. Na sua boca a palavra surge redonda e serve para tudo, com algumas variantes. "Gotôuso", com um "U" formado por sutil movimento labial, adquire um tom condescendente, quase maternal, que surge quando ela quer censurar alguém. Quando fala com as mulheres, pode variar para "Gotóisa!", sem parecer com isso afetação. Ela ainda faz o estilo esportivo, com o qual se sente à vontade - usa uma calça cinza de alfaiataria Ave Maria, camiseta de ginástica azul e agasalho esportivo cinza da Track & Field. As meias são brancas, com florzinhas, e os tênis Adidas, pretos, com um acabamento brilhante como vinil, da linha Night Runner. Não é, digamos, gênero. Ana Paula acorda às 5 horas da manhã para correr. "Se não fizer isso, não corro. Depois do trabalho não quero saber de mais nada além de descansar, ler e dormir." Não usa muitos cosméticos além do brilho para ir a festas, embora vá menos a discotecas agora por causa do ritmo de trabalho puxado na novela. Mantém-se o mais despojada possível. Na Globo passa no camarim um produto para eliminar o frizz e definir os cachos. Combinou com Marília Carneiro, figurinista de Páginas da Vida, que manterá na novela seu cabelo cacheado natural. "Primeiro porque tenho preguiça de fazer escova", diz ela. "Segundo porque ela também tem cabelo cacheado e achamos que combinaria com o personagem." Acrescenta, como piada. "É maravilhoso, porque conseguimos provar que as ricas também têm cachos!" A personagem Olívia, protagonista de Páginas da Vida, é uma jovem rica, casada com um militar, mas independente e que "acredita no amor livre", como ela define. Ao mesmo tempo é religiosa e tem uma boa relação familiar. Não está muito longe da Ana Paula de hoje, mas guarda algumas diferenças. "A Olívia tem mais energia do que eu, é mais histriônica", diz. "Acho que tenho essa alegria, o bom humor dela, mas não sou tão expansiva como a personagem. Ela mostra mais como se sente." Contudo, sente-se bem no papel e acredita que graças a ele pode aprender a expressar-se mais. "Estou gostando da experiência porque sempre fiz mocinhas um pouco mais fechadas, até mesmo na interpretação." - E no amor livre você acredita? - Amor livre? - repete, como quem diz "Meu Deus!" - Não! Ana Paula pode ser muitas, ou outras, em diversas épocas, com diferentes personalidades, como se pode muito bem ver no ensaio fotográfico destas páginas. Dificilmente Ana Paula deixará de ter sua costumeira volúpia, mas continuará a amadurecer e mudar, provavelmente testando alguns limites. Quais, e até que ponto, talvez só ela própria saiba.

Tuesday, November 07, 2006

Mcgyver, fita adesiva Scotch (3M) e Brasil.

O que é que essas três coisas tem em comum? Bom, desde sempre, tive que ser criativa, em todos os sentidos, pra sobreviver. Seja por falta de recursos, por morar sozinha, pra economizar, enfim, eu sempre me virei e muito bem. Nos anos 80 (deve ser isso) passava um seriado muito bom. Eu amava o Mcgyver. Não só porque o ator era lindo mas também porque eu me deliciava com as grandes idéias dele pra se safar de qualquer problema. Eu brinco com as pessoas dizendo que eu sou uma Mcgyver de saias! Mas, é verdade. Quem me conhece bem, sabe o que estou dizendo. A vida me apertou tanto que tive que tirar água de pedra, metaforicamente falando. Por isso, sempre acho que, de um jeito ou de outro, a coisa se resolve. Nunca me desespero. Quanto maior o problema, mais calma eu fico. Engraçado não? Deveria ser o contrário. Eu ficaria o dia todo citando situações passadas e que confirmam o que eu digo. Mas não vem ao caso. Às vezes, demoro pra postar aqui. Escrever não é fácil. Eu fico dias sem idéias. Agora, por exemplo, são 23h30. Eu já estava dormindo e acordei com o texto pronto. Tive que correr aqui para o PC. Tudo começou com a fita adesiva Scotch (3M) que eu comprei há alguns dias atrás. Aqui no Japão, temos lojas semelhantes às que existem no Brasil, tipo R$ 1,99. Aqui chamamos de 100 YEN (hyaku yen). 100 ienes são o equivalente a mais ou menos R$ 2,00. E existem produtos maravihosos a esse custo. Às vezes são produtos com pequenos defeitos (imperceptíveis a olho nu) e outros são produtos especialmente fornecidos para a loja. Tem de tudo. De itens de papelaria a itens de cozinha. Uma verdadeira loja de quinquilharias. Eu amo. Compra-se de tudo a preços bem módicos. Bom, nem preciso dizer que fui pra comprar a fita e acabei comprando mais um monte de coisas. Impossível não ser assim. Cheguei em casa e fui separar os produtos. Peguei a fita e ... ah, vejam só! Está faltando uma parte do cortador (aquele transparente que tem duas partes). Achei que tinha caído na sacola e fui procurar. Na-da! Aí comecei a analisar o produto. E não é que houve mudanças? Agora só tem de um lado mesmo. A empresa mudou sutilmente o produto, sem mexer na qualidade. Ou seja, a fita é a mesma, só que eles diminuíram o custo, com uma pequena grande idéia. A fita é fixa com uma pequena haste que foi projetada, no local do encaixe. Então, não precisa mais ter os dois lados pra poder fixar o rolo ao cortador. Achei a idéia sensacional. Uma diminuição de custos sem diminuição da qualidade do produto. Bem, agora vou dizer a que vim hoje aqui: pra mostrar que o Brasil é completamente viável. Com o nosso Presidente sim. Nunca o país esteve tão bem em relação ao mercado no exterior. O Brasil tem um índice de confiança cada vez maior. O dólar estável. As exportações a todo o vapor. Fico triste com os empresários brasileiros. Numa crise, a gente precisa ver o lado bom de tudo e aproveitar cada oportunidade. E qual é a oportunidade agora? As exportações. Os empresários preferem diminuir custos, cortando funcionários (primeira providência), diminuindo a qualidade dos produtos e colocando a culpa no atual governo. Nunca fui empresária mas sei que, um funcionário, além de ajudar a produzir, ele é um consumidor. Ele e a família que sustenta. O desempregado é um consumidor a menos. Um não. Pelo menos três consumidores a menos. É a roda viva do consumo. Pra consumir, é preciso ganhar. E pra ganhar, a maioria tem que trabalhar. Então, numa situação dessas, aproveitar ao máximo as oportunidades, é a chave pra que a crise de desemprego que assola o país, acabe. Cortar gastos inclui ser criativo. Ser um Mcgyver. A empresa 3M, empresa conceituada mundialmente, deu o seu exemplo. Por exemplo, não entendo muito bem os porquês de as empresas mudarem o nome e a aparência da embalagem do produto. Se o produto é bom, ele deve ter sempre a mesma qualidade e o mesmo nome. Há produtos que são tão bons que os nomes são sinônimos pra identificar os produtos. Por ex., Bombril, Maizena, Gilette, etc. São pequenas observações minhas e que fico aqui remoendo mas, como sou um grão de areia nesse universo imenso, são apenas divagações. Mas que o Brasil tem tudo pra dar certo, não restam dúvidas.

Thursday, November 02, 2006

Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cachorros.

Esta frase vem bem a calhar aqui no Japão. Explico. Desde que eu vim pra cá, há seis anos, venho observando o quão zelosos são os japoneses para com os cães. É impressionante a dedicação deles. O tratamento dado aos animais beira ao mesmo dado às crianças. Não. Sem exageros, muito mais! É comum, ao sair de manhã para o trabalho, mesmo às seis horas, deparar com os japoneses e seus totós em suas coleiras ou, mesmo soltos, caminhando juntos. E é certo que, sempre, você verá o dono com uma sacola plástica e uma pá, para recolher os dejetos dos animais. Ah, e pode chover aos cântaros, pode estar frio de congelar, pode estar nevando, não tem tempo ruim pra eles. Certa vez, reparei num senhor que, ao ver o seu cão em posição de defecar, já ficou com a pá, em posição, de prontidão, para recolher diretamente no fornecedor. Ah, e o que dizer então das senhoras que, além da pá, da sacola, ainda carregam papel higiênico pra limpar o bumbum do au au? Chega a ser cômico: você caminhando pela rua e vendo alguém limpar a derrière do animal. O cachorro deve pensar nessa hora: «Mas que vexame! Será que ela não sabe que não precisamos disso?» Mas, hoje, realmente, senti que a coisa vai mais além: simplesmente, vi uma senhora caminhando, tranquilamente, com um GATO preso à coleira!!!!! Ah, detalhe, já vi também, gatos encoleirados e presos, no quintal. Ou seja, quem não tem cão, caça com gato! Coisas de japas!